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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Bolo é um assunto de família


A recém casada já pegou gosto pelas assadeiras. Ficou tão orgulhosa do seu feito que mandou foto para comprovar. Parabéns, Tina. Estamos até sentindo o cheirinho gostoso.

Deu vontade tomar café.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sem fio, mas nem tanto


Como boa mãe do século passado, eu não poderia me dar ao luxo de ficar só curtindo meu brinquedo o tempo todo. Tem casa pra cuidar, Filho pra alimentar, Marido pra mimar e gatos pra escovar. E nas horas vagas, uma mesa cheia de linhas e agulhas para costurar feltro, fazer colares e broches e o tricozinho da estação.
*Imagem ilustrativa. O filhote da foto não pertence à família. Infelizmente.


domingo, 10 de maio de 2009

Gatolina wireless ou como fazer feliz uma Mãe do século passado.


Ganhei um notebook de presente do dia das mães. Estou portátil, móvel, sem fio, e muuuuuuito feliz. Eu invejava aquelas personagens de filme que ficam digitando sentadas na cama com uma xícara de café ao lado e hoje estou fazendo igualzinho. Ah, como é bom ser mãe.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Eu volteeeei

Estivemos fora do ar por problemas técnicos em nossos acessos à internet.
Depois que a gente acostuma com essa blogmania, não consegue mais largar.

domingo, 5 de abril de 2009

Se a enfermeira é eficiente, a clientela dobra

Um acidente futebolístico derrubou o Marido. Estou me especializando em Ortopedia.

domingo, 15 de março de 2009

Velha infância



Adoro mercearias e empórios. Encontro coisas tão inusitadas que até merecem registro.

Certamente só quem tem mais de 40 anos comeu isso na infância. É o avô dos salgadinhos Elma Chips, que a gente tinha que fritar em casa.

A vantagem? Não tem corantes, conservantes, acidulantes, espessantes, e outros antes.
Basta uma boa panela de óleo quente e a diversão vai começar.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

O colar da vitória


Para fazer o Colar da Vitória, eu tive que ir buscar bem lá no fundo o que tinha significado pra mim a experiência do tratamento do câncer de mama. E tudo que vem com ele, depois dele e por causa dele.

A resposta demorou, mas chegou: O tratamento do câncer me fez olhar pra mim mesma.


Por isso, o colar que eu inventei é de tecido floral, para ficar bem feminino.

O destaque é a pequena peça de espelho, que quis representar justamente isso: olhe para você mesma.


Quem atravessou o tratamento e venceu, vai precisar olhar para si e ir aos poucos aprendendo quem é, porque as mudanças são muitas, as perguntas são constantes. Você levanta da cama e precisa pensar um pouco para saber se aquilo tudo já passou, às vezes até achando que não foi de verdade. Parece um filme que você assistiu.

Só que as marcas ficam no corpo para a gente ter certeza: não há como prever o futuro, mas pelo menos esta batalha está ganha.


PS: A "modelo" da foto fui eu mesma e aquela "pinta" perto do canto inferior direito do medalhão é a marquinha dos limites da Radioterapia.
O colar da vitória foi um desafio que me fiz no post "Boas intenções, resultado infeliz".

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Meu herói não morreu de overdose

Era ele mesmo. Baixinho, loirinho, gordinho, tudo inho.
Mas o show foi ão. De emoção, de recordação, de doer o coração.
Quando tocou as primeiras notas de Daniel eu olhei pro céu.
"I can see the red tail lights ..." E o avião passou por cima das nossas cabeças.

Estou feliz por ter segurado a mão do Marido enquanto ouvíamos as músicas da nossa "velha infância". Com o cantor e a banda daqueles lps que tocavam até furar.
Estou mais feliz ainda por ter levado o Filho (seu debut no mundo dos grandes espetáculos) para ver e ouvir e cantar e dançar as músicas de um Humano com H maiúsculo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Presentes



Que delícia ganhar presentes.
Estou me deliciando com tudo.
Tem cds, livro, chapéu, sandália, dvd, agenda...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Eu vos declaro casados"

Com esta frase, o Juiz selou o destino dos dois, não sem antes perguntar se era "de livre e espontânea vontade" que estavam lá.
O Padre usou um discurso mais abrangente, lembrando da alegria e da tristeza, da saúde e da doença, da riqueza e da pobreza... E os fez prometer fidelidade.
E assim, diante das lágrimas disfarçadas dos convidados, dos sorrisos nervosos dos pais e dos suspiros das mães... nasceu uma nova família. Marido e mulher.
E uma cachorra, a Nina.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Credo, já é novembro?!


Estou atrapalhada mesmo. Prometi que iria dar conta das 94.318 coisas que sempre tenho para fazer no segundo semestre, mas consegui contabilizar umas oito, no máximo.

Nem as postagens estão saindo como eu gostaria.

Então é melhor descansar um pouquinho, já que não vai dar tempo mesmo...

domingo, 26 de outubro de 2008

Tempo, tempo, mano velho


Soube outro dia que meu Compadre vai ser vovô. Ele tem um filho de mais de vinte anos, e a namorada está grávida. É a vida que segue. Nada de estranho nisso tudo.
Eu fiquei pensando que poderia ser a gente.
Marido e eu poderíamos ter um filho dessa idade e poderíamos ter um neto também.
Eu me lembro da tarde calorenta e preguiçosa lá em Minas, quando o Compadre contou que a Moça estava grávida, e eles estavam completamente perdidos.
Não casaram, nem ficaram juntos, cada um foi pro seu lado, viveu sua vida, arranjou seu companheiro, mas o filho nasceu, cresceu, já é adulto e agora vai ser pai também.
E o tempo vai ensinando a gente.
Compreendendo a marcha.
Tocando em frente.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O Casamento

Estávamos sem casamento na Família Neura há muitos anos.
Vinte e dois, para ser mais precisa. E agora teremos o último.
O clima de expectativa tomou conta da casa. Tudo que se refere ao calendário está anotado para depois do casamento. Nada será decidido, comprado, vendido, respondido, consertado, mudado, etc, até que se realize a cerimônia na Igreja.
Penso que se houvesse um Reveillon no meio, ele também seria adiado.

Invejo a organização e o planejamento dos noivos, que fizeram tudo muito certinho e devagar.
Flores, música, convites, trajes, padre, cartório, lua de mel, tudo pronto.
Festa? Pra quê festa?
Quando estiverem instalados na casa nova poderão receber todos os amigos, um pouco de cada vez. E poderão se divertir muito mais.

Eu também já comecei a preparar os trajes, a maquiagem, as lentes de contato.
E os lenços.
Será que vão caber na bolsa?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Antenas


Para alguns, as respostas estão na Bíblia. Para outros, em oráculos, tarôs, runas...
Meu I Ching é a música. Sempre que eu preciso de uma mensagem, um conselho, uma luz, um sentido, é só abrir os ouvidos que tudo se esclarece.

Ontem quando deparei com todos os afazeres acumulados por causa da gripe, o Marido aconselhou: "Ande devagar porque você já teve pressa, e leve esse sorriso porque você já chorou demais." (Poético, não? em plena segunda-feira, imagino que muitas mulheres gostariam de ouvir isso.)

Os versos me levaram ao cd, de onde veio finalmente o Satori.

"PENSO QUE CUMPRIR A VIDA SEJA SIMPLESMENTE
COMPREENDER A MARCHA
E IR TOCANDO EM FRENTE."

Talvez seja isso mesmo.
Talvez seja só isso.

domingo, 8 de junho de 2008

O dia que eu encontrei Darth Vader


Passei anos viajando com aquelas histórias, sonhando com Luke Skywalker, tentando decorar os nomes daqueles planetas. Muitos anos e um filho depois, as aventuras recomeçaram.
Virei mãe de Jedi, e aprendi a lutar para que meu pequeno herói não vá para o lado negro da Força.
Arranjei meu próprio mestre Jedi. Sou uma Padawan um pouco velha, mas aprender não tem idade. A Força é poderosa.

Ontem visitamos a Star Wars Brasil, a exposição que está em São Paulo.
Foi emocionante entrar naquele universo, ver as naves, os figurinos, as réplicas.
Tivemos nossa aula na Academia Jedi. Ver aquele ator entrar ao som da Imperial March deu frio na espinha. Parecia ele mesmo, o vilão mais famoso do mundo.

Mas a parte inesquecível foi quando meu herói enfrentou Darth Vader e seu sabre de luz vermelho. Eu sei que no fundo ele queria estar dentro daquele capacete e segurando aquele sabre, só que meu coração de mãe de Jedi já ficou muito feliz em vê-lo do lado “certo”.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Vou de táxi


Dirigir automóveis: eu nunca encarei isso como habilidade natural dos seres humanos, como andar e falar.
Para mim, é uma tarefa que se aprende (ou não), que se gosta (ou não) e que pode ser bem executada ou mal executada.
Explicando: acho que dirigir um carro é uma atividade que precisa de aprendizado e talento. Como costurar uma roupa. Como construir uma casa. Como plantar uma horta.
Há bons costureiros e maus costureiros, bons pedreiros e péssimos pedreiros, etc.

Quando eu era jovem, as pessoas me olhavam com espanto quando eu dizia que não dirigia. Perguntavam se era algum trauma. Me aconselhavam a procurar um psicólogo.
Ninguém é discriminado quando diz que não sabe cortar cabelos. Mas se você não pilota seu próprio carro tem alguma coisa diferente.

Eu sei fazer coisas que um monte de gente não sabe.
Mas, pra dirigir, eu prefiro contratar um profissional.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Memórias de outono



Um dia desses passei de carro em frente à casa que era nossa.

As árvores que plantamos foram cortadas, deixando um vazio na fachada que talvez só a gente perceba. Ficou faltando alguma coisa.

Pode ser que os novos donos não gostem das folhas que aquelas árvores espalham no outono. Para nós era uma diversão. Às vezes, guardávamos cestos cheios delas, de cores e tamanhos variados, eram lindas. Serviram de "tapete" na entrada em algumas festas que fizemos lá.


Esta é a minha estação favorita. Os dias são azuis, o vento tem um frescor diferente e com sorte, em alguns anos, faz frio. Estou adorando as frentes frias deste outono, apesar de não ter mais as minhas folhas. Meu quintal agora é uma "praia", cheia de coqueiros, que ficam absolutamente sem graça no outono.


sábado, 29 de março de 2008

Quase gêmeas

O destino nos determinou irmãs com alguns anos de distância. Não partilhamos infância, quartos, brinquedos. Somos filhas únicas, embora dos mesmos pais.
A convivência veio tardia e reveladora: nossas semelhanças vão muito além da aparência, do signo do zodíaco e do sobrenome.

Adoramos chocolate, animais de estimação, séries de TV, letras de música.
Loucas por sapatos, podemos passar horas numa loja (física ou virtual) babando em cada modelo da nova coleção.
Temos síndrome do pânico.
“Gostávamos” de dançar. E da balada.
Adoramos esportes. Quando passa na TV, claro.
Nossa atividade física preferida é dormir.
Não tivemos muitos namorados.
Os homens pelos quais nos apaixonamos e decidimos casar têm a mesma profissão.
Nossa cor favorita é azul.
E por aí vai.

É uma amizade especial e um sentimento meio maternal, de proteção.
Tento respeitar as diferenças.
Resisto à tentação de oferecer palpites e conselhos.
Comemoro as conquistas e o amadurecimento.
Estou aprendendo a ser irmã.